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HELP!

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 30.04.10

Nas séries de televisão americanas dos anos 60 e 70, havia sempre aquela parte em que alguém ficava pendurado num penhasco, ou num prédio, e gritava por socorro. Invariavelmente o socorro aparecia, pela mão dos heróis da série, e a sua mãozinha providencial estendia-se, mesmo no último segundo. Ainda hoje os americanos adoram estas cenas de pendurados em abismos, nada plausíveis aliás porque todos percebemos (julgo eu) que no desequilíbrio a lei da gravidade actua sobre o corpinho todo, não é selectiva, isso é para os bonecos dos desenhos animados que até ficam a correr em seco, em pleno ar...

Bem, nós estamos naquela fase do penhasco ou do prédio... pendurados por um fio nesse abismo, e a gritar por socorro. Só que não estamos numa série americana... Bem podemos gritar que ninguém nos ouve.

O Presidente? Qual Presidente? Reformou-se em funções, aliás, viveu estes 4 anos em pré-reforma, transformou Belém em Lar de 3ª idade e tudo.

HELP! até pode ir em morse, em código universal, pela internet fora... estamos pendurados e não há heróis de serviço para nos acudir. Como disse ali atrás, um deles, que até nem tinha muitos poderes mas tinha os suficientes, reformou-se e nem percebeu qual era o seu papel nesta série. Ou não lhe deram o guião certo, ou não o percebeu... Talvez lhe tenham dado o guião errado e convenceu-se que era um reformado em Lar de 3ª idade. Querem ver que foi mesmo isso o que aconteceu? Estes produtores só se preocupam com as audiências...

 

publicado às 10:12

Desmontar equívocos históricos

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 27.04.10

Gostei de ler uma das crónicas mais recentes de Vasco Pulido Valente sobre as revoluções e no que deram... Destruição, guerras e pobreza. Por isso fiquei perplexa quando vi que no inquérito do dia, no Sapo, a maioria das pessoas que respondeu achava que era necessário fazer outra revolução...

Começo a pensar que sou mesmo uma alien que aqui aterrou há meio século (snif!) Por mais que procure afinidades com os meus conterrâneos encontro estas divergências quase inconciliáveis.

 

Outra revolução? Não lhes chegou a última? A dos cravos e da aparente frescura e inocência? A que nos vendeu aos estrangeiros? A que nos tem vampirizado as energias e os recursos? A que se alimenta do Estado através de uma "nova elite" inculta, ignorante e amoral? A que tem afugentado os melhores porque aqui passou a imperar a mediocridade? A que destruiu a possibilidade de criarmos uma sociedade equilibrada e saudável? A que nos comprometeu o futuro e por muitas gerações? A que definiu que tipo de liberdade pode ser exercida e por quem? A que atacou os valores cristãos que mantinham os laços sociais? A que decidiu quais os dogmas e os temas-tabu? A que impôs a sua "nova cultura" e os seus "novos valores" numa evangelização laicista em que uma minoria conduz uma maioria? Outra revolução? Esta não lhes chega?

É nestas alturas que me apetece esquecer o país, os conterrâneos, a política nacional. Porque quando pensamos já aprenderam com a lição, insistem no mesmo erro, até ao infinito...

 

Não, nada de bom surge de revoluções, mesmo as que se vestem de um aparente pacifismo. São tudo menos pacíficas, e esse rosto bélico só o mostram depois e da forma mais perversa. Já o vimos por várias vezes, o rosto do Dorian Gray, a sua capacidade destrutiva e implacável, estamos a vê-lo agora de novo. Pode não ser visível à vista desarmada, mas está lá nos bastidores deste grande circo. Só os historiadores o vêem por enquanto, porque é esse o seu trabalho, desmontar equívocos históricos: Vasco Pulido Valente, Irene Pimentel, Rui Ramos... todos os que se debruçam sobre o nosso passado colectivo e sobre as personagens que o habitaram.

Sim, mais os historiadores do que propriamente os filósofos que só acertam ao lado e onde lhes convém, não tocam nas revoluções...

 

 

publicado às 12:20

25 de Abril: a pegada histórica socialista

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 25.04.10

Nada ficou de pé, nem a liberdade de pensamento e de expressão, nem a fraternidade entendida como coesão social, nem a igualdade entendida pelo menos como equilíbrio social, ou mesmo o seu mínimo denominador comum, a justiça.

Hoje está tudo em ruínas, ainda a fumegar nalguns sítios, noutros em cinzas frias.

Bem podem espernear o seu fraco vocabulário, puxando dos alibis do costume, a crise internacional... não há receitas milagrosas... os pobres... a solidariedade... e outras lamechices de conveniência, que já não há espaço para encaixar o socialismo.

 

Mas a pegada histórica ficou: na lei da selva, em primeiro lugar; na vampirização de todos os recursos e da energia vital do país, em segundo; na domesticação sistemática das causas fracturantes, isto é, na Revolução Cultural socialista, em terceiro.

 

Valores socialistas: progresso; modernismo; marketing; fama; sucesso; pensamento único; obediência canina ao Chefe; delação.

Agenda fracturante: destruição de todos os símbolos religiosos; anulação de todos os valores morais cristãos; criatividade sexual; sex addiction; aborto; eutanásia... enfim, morte assistida e morte provocada.

A sua cultura republicana radical (atitudes que os caracterizam e que herdaram directamente da 1ª República): arrogância; agressividade; belicismo; incultura; vocabulário pobre e repetitivo; pressão e perseguição cirúrgica ao pensamento livre e à reflexão; anti-debate; anti-referendos; desprezo pelo povo; divisão social entre a "nova elite" (eles e os seus protegidos) e as massas (contribuintes e eleitores, os números, os figurantes).

Onde se sentem melhor: a vender a banha da cobra num qualquer palanque plastificado, em fundo luminoso azul.

Porque se mantêm no poder: porque se infiltraram (e diversificaram) nas áreas de influência económica, financeira, judicial, cultural e comunicacional (televisões; jornais; comentadores de serviço, etc.); e porque o povo português é muito permeável à barbárie se vestida de néon e sucesso fácil, porque também já se habituou ao conformismo e à decadência, porque gosta que lhe mintam e que o enganem se não tiver de se esforçar muito, porque é fatalista e perdeu o ânimo. Além disso, o contraponto, o Presidente, é apenas aquela figura que se passeia pelo país a receber aplausos e vai ao estrangeiro ouvir umas verdades, essas coisas... e debita uns discursos em que se dirige ao povo em vez de se dirigir ao governo como devia ter feito nestes 4 anos de presidência. E em que vemos que nem pelo governo é respeitado (aliás, já nem há relações institucionais: o Presidente acabou o seu discurso e logo de seguida o PM vem para o corredor fazer marketing para os jornalistas e os espectadores televisivos...)

 

Este é o resultado de 36 anos (já?) de um terrível equívoco histórico, que só me leva a sentir uma nostalgia pela Primavera marcelista não fosse a Guerra Colonial... e por Marcello Caetano e as suas Conversas em Família que eu, pré-adolescente curiosa do mundo e da vida colectiva, ouvia muito atenta... mal sonhando que, perto de 40 anos depois, iria chegar à conclusão que esses seriam os meus melhores anos neste estranho país na ponta oeste da Europa... 

 

 

publicado às 11:21

Como podemos "aprender com os gregos?"

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 18.04.10

Mais uma voz dissonante e de novo d' O Cachimbo de Magritte. Jorge Costa tem sido uma das vozes mais insistentes a alertar para a nossa situação real, a desmontar números e gráficos, a mostrar-nos os bastidores deste grande circo de plástico em que o governo transformou a nossa organização colectiva. Post a post, a verdade impõe-se.

Para lá do matraquear diário nas televisões, a crise está a passar, já se notam sinais de uma ligeira recuperação, parece que o pior já passou, não somos gregos, não nos podem comparar com a Grécia...

... pois não, não somos... teve o Presidente de ir à República checa para lhe dizerem que sim, que somos gregos.

 

O pior é que nos vamos ver gregos para sair do buraco onde nos meteu a irresponsabilidade governativa destes 5 anos.

O pior é que nos vamos ver gregos para vislumbrar uma saída que não passe pelas situações-limite que já atingem quase metade da população portuguesa.

O pior é que nos vamos ver gregos para recuperar o tempo perdido, as energias desbaratadas, o entusiasmo perdido, a confiança traída.

 

É que os sinais têm de vir de cima! Para os cidadãos perceberem, os sinais têm de vir de cima!  

E o que é que lhes têm dito? Têm-lhes mentido diariamente nas televisões, nos comentários, nos pseudo-debates e nos palanques plastificados de serviço.

 

A esperança, que Jorge Costa aqui refere como palavra vã, tão cara aos políticos, é muito mais importante do que poderemos pensar. Sem ver um caminho à frente, uma saída possível, os cidadãos não se mobilizam nem entendem sequer a lógica de mais sacrifícios. Sem ver esse caminho possível, em que todos estão envolvidos, a pedalar no mesmo sentido, pelo colectivo, vão reagir como os gregos, de forma desorganizada e caótica, na revolta e não na mobilização.

A esperança, não a palavra vã dos discursos de circunstância, mas a que mobiliza, parte daí, dos sinais de cima, de que se tem um governo a sério, com adultos responsáveis que dão o exemplo, que dizem a verdade, que desmontam a mentira, que põem os pontos nos is, que explicam o que é preciso ser feito.

E não me venham dizer que um político que diga a verdade não tem hipótese. Isso é o discurso oportunista de quem ainda quer aproveitar os últimos recursos de um país falido. Os alibis esgotaram-se. Ou ainda ninguém viu? O Presidente checo disse-o claramente, que estaria nervoso por apresentar um défice daqueles, ele disse nervoso, mas poderia ter dito envergonhado.

Nenhum governo a sério de um país que se preze ainda se segura nesse alibi da crise internacional ou da globalização. Ou os outros países não estão sujeitos ao mesmo mundo da crise global e da globalização? E ainda por cima quando o nosso nem veria a crise a passar por aqui... Shame on you!

 

Ainda são poucas as vozes dissonantes a desvendar a verdade, um Medina Carreira e um Bagão Félix (economia), um Pires de Lima (Justiça) e mais uma ou duas vozes na blogosfera... e, espero eu, um ou dois políticos que possam em breve fazer a diferença.

 

 

Aqui vai o post de Jorge Costa, Aprender com os gregos:

 

 

"  Vale a pena ler quase sempre o Kathimerini. Não se trata apenas da necessidade de vermos como a enorme crise por que estamos a passar é vivida no seu " epicentro. É porque o jornal é bom, e os seus editoriais invariavelmente excelentes. Curtos e directos ao assunto. O de hoje merece especial atenção. Ele deve ser lido na íntegra. O editorialista dá por adquirido que a Grécia terá de arranjar maneira de reduzir os salários não só no sector público, mas também os de todos «os membros produtivos da população», ao mesmo tempo que terá de aceitar uma redução das pensões de reforma e um aumento da idade de aposentação. A questão, por lá, não é a de saber o que fazer imediatamente. Está prescrito e, como refere muito lucidamente o editorialista, «deixámos já de ter escolha» - trata-se do facto simples, na sua enunciação, de que a Grécia vai ter de mudar «radicalmente de estilo de vida», e isso é dito sem qualquer pathos. E, uma vez dito, o essencial está por dizer. O que é essencial? Aqui transcrevo:

Em que género de país pode o cidadão que se sacrifica esperar sobreviver no futuro? Esta é a mais fundamental das questões de momento, e quase impossível de responder. Um esforço para lhe dar resposta deveria, porém, ser feito, não apenas pelos políticos, mas pelas próprias pessoas.

Ignoro a que ponto a sensibilidade do editorialista é partilhada na sociedade. Em todo o caso, a questão que levanta é a questão. Deles, gregos, e nós, portugueses. Nenhum político digno desse nome, lá como cá, se poderá eximir a medir-se pela dimensão de tal desafio. Não vivemos tempos vulgares. Não há pressupostos de vida colectiva e nacional e, portanto, individual ou familiar, que não estejam, de uma maneira ou outra, postos em causa. Não precisamos de «esperança», essa palavra vaga e quase sempre traindo, quando enunciada no discurso político, uma impostura. Precisamos de enfrentar a verdade, saber colocar as questões mais duras, mais difíceis, mais inesperadas. E, quando formos capazes dessas perguntas, não em imaginação, mas como questões vitais, decisivas, certamente que aprenderemos a responder-lhes.

Entretanto, vale a pena lembrar todos os dias, que estamos, nós, portugueses, pelo menos dois passos atrás desse momento: ainda não realizámos o que temos de fazer para lidar com o imediato presente (é falacioso dizer que os diagnósticos estão feitos), que continua a ser fantasiado como um nuvem má e passageira, quanto mais com a pergunta radical: que país é o que queremos que sobreviva à destruição por que terá de passar? Precisamos de saber o que queremos do futuro, sabendo que não poderemos esperar que ele seja, de certeza, como foi no já longo passado que nos conduziu a esta encruzilhada histórica. Temos, pois, ainda muito a aprender com os gregos. Deixar de lado a dilação e lidar com tudo isto a partir da velha questão: ser ou não ser...  "

 

 

publicado às 13:12

"Deslaçamento", o termo certo a caracterizar actualmente o país

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 16.04.10

Vinha hoje falar de Primavera, porque ontem li no Público um texto sobre o tema, do Miguel Esteves Cardoso, mas fica para amanhã, porque entretanto li outro texto magnífico de Pacheco Pereira, n' Cachimbo de Magritte. Carlos Botelho deu com este texto no Abrupto e replicou-o quase por inteiro. Aqui vou colar apenas este excerto que define o nosso percurso recente, descrito de uma forma quase poética, e com o termo certo a caracterizar o país actual, o "deslaçamento" social.

 

Aí vai:

 

" ... Pois é. Isto é o Portugal que falhamos, o Portugal que ignoramos, o Portugal que deixamos deslaçar, fragmentar, perder-se numa deriva para a obscuridade que as luzes do espectáculo fátuo em que vivemos não alumiam. E no entanto, há muito desse Portugal lá fora: mineiros, pescadores, agricultores, operários, trabalhadores da construção civil, empregadas da limpeza, marinheiros, gente que faz os trabalhos menos qualificados nos hospitais, nas escolas, nas autarquias, numa deriva para a pobreza, para o desemprego, para o fim da breve esperança de um Portugal melhor e mais justo. Claro que há outro Portugal, mais jovem, mais culto, mais dinâmico, apesar de tudo com mais expectativas realizáveis e menos peso de más condições de vida ancestrais. Mas, mesmo esse, está em crise, mesmo esse prepara-se para emigrar, prepara-se para se soltar na esperança da mobilidade social. Mas o nosso drama é o deslaçamento entre os dois mundos, a perda de contacto entre as realidades sociais diferentes, o afastamento de portugueses dos portugueses e a ignorância, quando não a indiferença, que os afasta uns dos outros.

É por isso que não queremos saber para nada dos mineiros de Neves Corvo e da sua arcaica greve. Na verdade, nunca houve muito cimento entre os portugueses, mas agora há menos e tudo trabalha para que ainda haja menos.  "

 

Só por curiosidade: Não é a primeira vez que este cantinho replica um texto de Pacheco Pereira. Há aqui outro, magnífico, sobre as mulheres portuguesas. De vez em quando Pacheco Pereira inspira-se assim, de forma absolutamente poética de tão realista. Quase parece um documentário visual. 

 

publicado às 12:49

Ah, a Primavera...

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 11.04.10

A Primavera finalmente a suavizar-nos os dias... A esplanada abriu de novo, as vozes tornam-se mais animadas.

Esta Primavera trouxe-me também uma surpresa! Um amável convite da Maria João Marques (Atlântico, O Cachimbo de Magritte, O Insurgente) para colaborar na Farmácia Central. Conseguem imaginar a minha surpresa? Primeiro foi incredulidade, depois alegria infantil, pura e simples.

Hoje, pela primeira vez, escrevi num blogue colectivo. Juntei a minha voz a outras vozes de bloggers que admiro. Deixem-me, pois, saborear o momento. Uma coisa é escrever no meu cantinho, onde capto as vozes dissonantes, outra coisa é colaborar num projecto comum. A emoção é completamente diversa, de outra natureza.

Sim, a Primavera já me trouxe uma grata surpresa!

 

 

publicado às 21:49

Sobre a imprensa escrita

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 08.04.10

Ricardo Arroja iniciou esta análise no Portugal Contemporâneo, André Abrantes Amaral continuou-a n' O Insurgente, e entretanto Luís Naves juntou-se-lhes no Albergue Espanhol. Esta última perspectiva é a mais pessimista, aliás. E André respondeu.

Já fui leitora de jornais, O Independente, o Público... Hoje só levo um jornal se os temas me interessarem, e isso depois de passar os olhos pela página frontal, seja o Sol, o Público ou o Jornal de Negócios, mas já não é com a mesma frequência. Tal como o André, também me tenho baseado na blogosfera para obter uma informação mais fidedigna. E não são boatos, como diz o Luís, porque cruzo os dados e concluo o puzzle, pelos elementos que observo. Muito deste trabalho faz-se por dedução.

Quanto à informação dos telejornais na televisão, não confio. Aqueles números... aquelas interpretações dos números... nem pensar. É pura ficção para consumo de massas, digam-me o que disserem.

 

 

publicado às 12:54

Um "sermão" muito invulgar...

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 02.04.10

O vento impediu-me de abrir a esplanada. Apesar do sol, ainda lembra o Inverno. A Primavera demora. Espero, pois, pacientemente. Pelos vidros da janela observo a realidade, como em laboratório, sem lhe tocar, sem me deixar perturbar. A voz dissonante que trouxe comigo vem de novo do Albergue Espanhol. A voz é sempre rebelde e sempre emotiva. Desta vez trata-se de um sermão muito invulgar. Tem o Santo António, os peixes e um aquário e tudo. De certo modo, também eu me sinto aqui como num aquário. A olhar pelos vidros da janela...

 

Aí vai este Sermão de Santo António aos peixes que querem ir para o aquário de Belém.

 

 

  por José Adelino Maltez 

 

 

Há quem julgue que só existe aquilo que pode medir-se, segundo o cientificismo mental que pensa deter o monopólio do rigor, mas que, de tanto planeamentismo, não conseguiu prever a presente crise e nos amarrou às trombas dos principais elefantes brancos que nos escravizam em dívidas...


Portugal, se tem de submeter-se para sobreviver, não pode deixar de lutar para continuar a viver como comunitariamente se pensa. Só ousados engenheiros de sonhos nos podem mobilizar em saudades de futuro...


Só a flexibilidade das naus nos pode dar o pragmatismo e a aventura de uma visão do paraíso, aqui e agora, neste mundo e no nosso tempo, onde sempre é possível a redescoberta do transcendente situado...

 
Os poetas e profetas são mais verdadeiros do que os pretensos criadores de cenários políticos. E os falsos futurólogos do planeamentismo construtivista dos processos históricos, económicos ou financeiros...


Se os parcos factores de poder que ainda restam à liberdade nacional e à vontade de sermos independentes não receberem o sopro de um pensamento com entusiasmo, e de um entusiasmo com pensamento, poderemos reeleger recandidatos, mas não seremos passado presente com capacidade para pilotarmos o futuro, sem medo de ter medo...   "

 

 

 

publicado às 01:00


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